Rota Reforma Tributária: Prepare sua empresa para as mudanças do IVA brasileiro. Saiba mais →
WhatsApp: (92) 3199-5696 Agendar Consulta
Falar no WhatsApp
Planejamento Tributário

Registro de marca antes da Reforma Tributária: por que proteger seu negócio agora é mais estratégico

8 minutos de leitura·1,518 palavras

Fernanda tem 38 anos, é fundadora de uma marca própria de cosméticos naturais e conduz o negócio há seis anos a partir de um pequeno galpão no bairro Distrito Industrial, em Manaus. O que começou como uma produção artesanal para feiras locais cresceu: hoje ela fornece para redes de farmácias no Amazonas e em dois estados do Norte. A marca — um nome curto, sonoro, fácil de lembrar — virou ativo real. Distribuidores perguntam por ela pelo nome. Consumidoras pedem pelo nome. O nome vale.

O que Fernanda ainda não tinha feito, até o início deste ano, era registrar esse nome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI. “Sempre ficou para depois”, ela conta. “Tinha folha de pagamento para pagar, imposto para recolher, cliente para atender.” O registro de marca era tarefa da lista que nunca chegava ao topo.

Foi numa reunião com sua contabilidade que o tema voltou com urgência. E desta vez, com um argumento novo: a Reforma Tributária em curso no Brasil muda não só a forma de pagar impostos, mas a forma como empresas serão avaliadas, negociadas e posicionadas no mercado. E marcas não registradas, nesse cenário, viram passivo — não ativo.

A virada: quando o nome da empresa não pertence a você

O problema de não registrar uma marca não é apenas teórico. No Brasil, o direito sobre uma marca nasce do registro, não do uso. Isso está previsto na Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996), que no artigo 129 estabelece: “A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido.” Ou seja, quem registra primeiro, tem o direito. Quem usa há anos, mas não registrou, pode perder.

Casos assim acontecem com frequência. Uma empresa de outro estado — ou mesmo da mesma cidade — pode depositar o pedido de registro da mesma marca e, se aprovado, notificar o antigo usuário a parar de usá-la. Rebranding forçado, perda de base de clientes, custo de relançamento: o impacto financeiro pode ser devastador para um negócio de médio porte.

“O registro de marca é, na prática, o título de propriedade do ativo intangível mais valioso de muitas empresas. Sem ele, tudo que foi construído em torno do nome fica exposto.”

Registro de marca antes da Reforma Tributária: por que proteger seu negócio agora é mais estratégico — Bono Conta

Para empresas que atuam na Zona Franca de Manaus ou que se posicionam para crescer no mercado nacional — exatamente o movimento que a Reforma Tributária pode acelerar —, essa exposição é ainda mais crítica.

O que a Reforma Tributária tem a ver com o registro da sua marca

A pergunta parece estranha à primeira vista. Reforma Tributária é sobre impostos. Marca é sobre identidade. O que um tem a ver com o outro?

A resposta está na transformação que o novo sistema tributário vai provocar nas estruturas empresariais brasileiras — e no valor que marcas registradas passarão a ter dentro dessas estruturas.

Reorganizações societárias vão aumentar

A Emenda Constitucional 132/2023, promulgada em 20 de dezembro de 2023, e a Lei Complementar 214/2025, publicada em 16 de janeiro de 2025, criam um novo sistema que substitui cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por três: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo). A transição ocorre de forma gradual entre 2026 e 2033.

Com o novo sistema, muitas empresas vão rever estruturas: fusões, cisões, formação de grupos econômicos, criação de holdings, separação de operações por setor de atividade. Todas essas movimentações envolvem avaliação de ativos. E marca registrada é ativo contabilizável. Marca sem registro, não.

A não-cumulatividade plena muda a lógica de precificação

Um dos pilares da Reforma é a não-cumulatividade plena: créditos fiscais serão aproveitados em todas as etapas da cadeia produtiva. Isso torna a cadeia mais transparente e competitiva. Em setores como cosméticos, alimentos, vestuário e tecnologia — onde o valor de marca é alto —, empresas bem posicionadas, com identidade protegida, terão vantagem na disputa por distribuidores e parceiros.

Registro de marca antes da Reforma Tributária: por que proteger seu negócio agora é mais estratégico — Bono Conta

O split payment vai acelerar a formalização

A partir de 2027, o IBS e a CBS passarão a ser recolhidos automaticamente no momento do pagamento, pelo chamado split payment. Isso reduz espaço para informalidade e aumenta a pressão competitiva pela formalização. Empresas com ativos formalizados — incluindo marcas — estarão em posição mais sólida nesse ambiente.

A Zona Franca de Manaus mantém seus incentivos — e isso é oportunidade

A proteção à Zona Franca de Manaus foi explicitamente garantida no artigo 92-A do ADCT, inserido pela EC 132/2023. Os incentivos fiscais federais são mantidos por no mínimo 50 anos, e a LC 214/2025 assegura regime especial e diferimento para empresas da ZFM. Para empresários de Manaus, isso representa uma janela de competitividade que não existe em nenhum outro polo do país. Marcas fortes, protegidas e registradas serão a face dessa vantagem no mercado nacional.

O que é possível fazer: o caminho do registro

O processo de registro de marca no INPI segue etapas definidas e pode ser iniciado agora, independentemente do estágio da Reforma Tributária. O que muda com o tempo é o risco de alguém chegar primeiro.

  • Busca prévia: antes de depositar o pedido, é essencial verificar se a marca desejada já está registrada ou em processo de registro por terceiros. Essa busca é feita na base do INPI.
  • Escolha da classe: o registro é feito por classe de produtos ou serviços (Classificação de Nice). Uma empresa de cosméticos e uma empresa de software podem ter o mesmo nome registrado, desde que em classes diferentes.
  • Depósito do pedido: feito pelo sistema e-INPI, com pagamento de guia GRU. O protocolo já garante a anterioridade da data.
  • Publicação e oposição: após análise formal, o INPI publica o pedido na Revista da Propriedade Industrial. Terceiros têm prazo para apresentar oposição.
  • Concessão do registro: se não houver impedimentos, o registro é concedido com validade de 10 anos, renovável.

O prazo médio de análise no INPI varia conforme a classe e a complexidade do pedido. Iniciar agora significa garantir a data de prioridade antes de reorganizações societárias, antes de expansões de mercado e antes que um concorrente deposite o mesmo nome.

A Bono Conta como parceira nesse processo

Registro de marca não é tarefa isolada. Ele se conecta ao planejamento tributário, à estruturação societária e ao diagnóstico do negócio como um todo. É exatamente por isso que a Bono Conta, escritório de contabilidade consultiva estratégica de Manaus, inclui o Registro de Marcas e Patentes (INPI) entre seus serviços — tratando o tema como parte de uma estratégia integrada, não como burocracia avulsa.

Para empresas que estão se preparando para a Reforma Tributária, a Bono Conta desenvolveu o Rota Reforma Tributária, programa próprio que inclui diagnóstico do impacto do novo sistema no negócio, planejamento tributário e acompanhamento durante a transição. Dentro desse processo, a avaliação de ativos intangíveis — incluindo marcas — faz parte do diagnóstico. Afinal, não adianta planejar a estrutura tributária de uma empresa cujo principal ativo ainda não tem proteção legal.

Registro de marca antes da Reforma Tributária: por que proteger seu negócio agora é mais estratégico — Bono Conta

Fernanda, a empresária de cosméticos do início desta história, saiu da reunião com dois encaminhamentos concretos: iniciou o processo de registro da marca no INPI com o suporte da Bono Conta e entrou no programa Rota Reforma Tributária para entender como o novo sistema vai afetar sua cadeia de fornecimento e sua margem. Dois movimentos que, juntos, colocam o negócio dela em terreno mais firme para os próximos anos.

Proteger agora custa menos do que remediar depois

A Reforma Tributária entra em fase de testes já em 2026, com a CBS a 0,9% e o IBS a 0,1%, e avança progressivamente até 2033, quando PIS, COFINS, ICMS e ISS deixam de existir. As empresas que usarem esse período de transição para estruturar — e não apenas para reagir — sairão na frente.

Registrar a marca é uma dessas estruturações. Não é complicado. Não é caro em relação ao que protege. E o momento certo, como em quase todo planejamento, é antes de precisar — não depois de perder.

Se você ainda não registrou a marca da sua empresa, ou se tem dúvidas sobre como a Reforma Tributária vai impactar o seu negócio em Manaus, a Bono Conta oferece uma conversa inicial sem custo para entender o seu caso.

Entre em contato:
Telefone: (92) 3199-5696
E-mail: contato@bonoconta.com.br
Site: bonoconta.com.br

Referências

Consultoria Gratuita

Transforme conhecimento em ação para a sua empresa

O conteúdo que você leu é apenas o ponto de partida. Nossos especialistas analisam a situação real da sua empresa e indicam o caminho mais eficiente — sem custo e sem compromisso.

  • Resposta em até 1 dia útil
  • Consulta inicial sem custo
  • Especialistas certificados em Manaus/AM
  • Atendimento presencial e remoto

    Quais serviços te interessam? (pode selecionar mais de um)

    Ao enviar, você concorda com a nossa Política de Tratamento de Dados. Seus dados são protegidos pela LGPD — Lei 13.709/2018.

    Pronto para ter a Bono Conta
    como parceira estratégica?

    Agende uma consulta inicial sem custo. Analisamos sua situação e indicamos o melhor caminho.

    Formulário enviado!

    Recebemos seus dados e entraremos em contato em breve.